Descobri por acaso os quadrinhos do Nathan Hale - quadrinhos com temática da história dos EUA.
A história Americana por si já é bem interessante, e os quadrinhos são excelentes. O estilo dos quadrinhos e do texto tem um tom inocente, quase infantil - não fosse as histórias muitas vezes tenebrosas que são contadas.
Achei no Comixology e comprei 3 volumes - todos muito bons. Donner Dinner Party foi o primeiro que li, e é o com temática mais pesada. One Dead Spy (primeiro da cronologia) e Big Bad Ironclad são um pouco mais fluidos (li esses em dois tapas), mas acho que o mais impactante foi o Donner Dinner Party.
São quadrinhos longos, com umas 180 páginas cada volume - mas devorei todos relativamente rápido.
Os quadrinhos são coloridos com apenas uma cor (o primeiro é vermelho, o segundo azul e o terceiro verde). Os desenhos são bem bonitos. Comprei só para experimentar (nunca tinha ouvido falar) e gostei bastante.
Se você for um fã de Assassins Creed (o terceiro, sendo mais específico), pode se interessar mais pelo One Dead Spy - tem bastante intersecção entre histórias do quadrinhos e do jogo. Como gostei desse jogo, foi mais um ponto de interesse pra mim (me peguei lendo alguns detalhes extras do jogo e sobre história americana essa semana, depois de terminar os quadrinhos).
Coisa fina. Já pensou que legal se alguém fizesse um quadrinho no mesmo espírito com história do Brasil? Seria bem legal.
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sexta-feira, 4 de julho de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Seus bens digitais não são seus
Se você ler com atenção os termos de uso de grande parte dos comércios eletrônicos de bens digitais, vai perceber que você não é dono do que compra dessa forma.
O que compramos é uma licença para usar aquilo. Isso já foi bastante discutido entre usuários da plataforma Steam, que vende jogos de PC online.
Comecei a ficar mais atento ao fato de não ser dono dos meus jogos conforme minha coleção no Steam crescia (tenho mais de 400 jogos). Lembro de refletir bastante quando li sobre um cara que teve toda a sua coleção removida por descumprir as regras do Steam. Tudo bem que, ao que tudo indica, esse cara estava vendendo cópias pirata dos jogos que comprou no Steam, mas fato é que eles tinham poder para remover toda a biblioteca digital desse fulano.
Depois de pesar tudo, cheguei à seguinte conclusão: confio no serviço e confio em Gabe Newell (CEO e dono do Steam). A praticidade e os ótimos preços/ promoções justificam os perigos. Como não pretendo piratear nada, meu medo seria se eles quebrassem e o serviço deixasse de existir - levando pelo ralo todos os meus jogos).
Fato rápido: Steam é especialmente interessante no Brasil. Aqui, jogos de PC pagam impostos de Software. Jogos de vídeo-game pagam impostos de jogos de azar - por isso o mesmo jogo custa R$ 200 no vídeo-game e R$100 no PC.
Agora, um exemplo prático de como o tiro pode sair pela culatra.
O aplicativo Comixology é considerado o Steam dos quadrinhos: acesso fácil e rápido à uma imensa biblioteca digital de quadrinhos. Constantes promoções. Facilidade para comprar e ler o que quiser com um clique, possibilidade de levar a biblioteca toda no meu pequeno e leve tablet.
Gosto tanto do conceito que estava doando toda minha biblioteca de livros e quadrinhos para abrir espaço aqui em casa. Quadrinhos e livros, só no formato digital (Amazon e Comixology).
Pois bem: a Amazon comprou a Comixology. Antes de ontem recebi um e-mail de que o aplicativo deveria ser trocado por um novo - que não permite mais comprar quadrinhos pelo App, só pelo site deles. É um incômodo forçado sobre os usuários para fugir da taxa de 30% que os aplicativos pagam sobre transações feitas pela AppStore.
O que assusta são as letras miúdas: eles estão recomendando que todos os usuários façam Backup dos seus quadrinhos. E mais, a informação é de que podemos continuar lendo os quadrinhos pelo aplicativo - pelo menos por enquanto.
Temos aí bons indícios de que quem comprou os quadrinhos pelo aplicativo está prestes a levar chumbo. Quem confiava na política da Comixology dançou quando ela foi comprada pela Amazon. Sensação de segurança e confiança no serviço evaporando. Pepino pra todo lado.
Lendo alguns comentários sobre essa notícia, gostei desse aqui que diz o seguinte:
(Risos) Imagina se uma empresa entrasse na sua casa e dissesse 'pode empilhar todos os quadrinhos que você comprou da gente... vamos deixá-lo ler dessa pilha por enquanto'.
Você provavelmente chamaria a polícia, não?
O que compramos é uma licença para usar aquilo. Isso já foi bastante discutido entre usuários da plataforma Steam, que vende jogos de PC online.
Comecei a ficar mais atento ao fato de não ser dono dos meus jogos conforme minha coleção no Steam crescia (tenho mais de 400 jogos). Lembro de refletir bastante quando li sobre um cara que teve toda a sua coleção removida por descumprir as regras do Steam. Tudo bem que, ao que tudo indica, esse cara estava vendendo cópias pirata dos jogos que comprou no Steam, mas fato é que eles tinham poder para remover toda a biblioteca digital desse fulano.
![]() |
| Minha coleção de jogos é assustadoramente alta. Me sentiria um idiota perdendo acesso a eles |
Depois de pesar tudo, cheguei à seguinte conclusão: confio no serviço e confio em Gabe Newell (CEO e dono do Steam). A praticidade e os ótimos preços/ promoções justificam os perigos. Como não pretendo piratear nada, meu medo seria se eles quebrassem e o serviço deixasse de existir - levando pelo ralo todos os meus jogos).
Fato rápido: Steam é especialmente interessante no Brasil. Aqui, jogos de PC pagam impostos de Software. Jogos de vídeo-game pagam impostos de jogos de azar - por isso o mesmo jogo custa R$ 200 no vídeo-game e R$100 no PC.
Agora, um exemplo prático de como o tiro pode sair pela culatra.
O aplicativo Comixology é considerado o Steam dos quadrinhos: acesso fácil e rápido à uma imensa biblioteca digital de quadrinhos. Constantes promoções. Facilidade para comprar e ler o que quiser com um clique, possibilidade de levar a biblioteca toda no meu pequeno e leve tablet.
Gosto tanto do conceito que estava doando toda minha biblioteca de livros e quadrinhos para abrir espaço aqui em casa. Quadrinhos e livros, só no formato digital (Amazon e Comixology).
Pois bem: a Amazon comprou a Comixology. Antes de ontem recebi um e-mail de que o aplicativo deveria ser trocado por um novo - que não permite mais comprar quadrinhos pelo App, só pelo site deles. É um incômodo forçado sobre os usuários para fugir da taxa de 30% que os aplicativos pagam sobre transações feitas pela AppStore.
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| Tem uma cenourinha: $5 de brinde para calar a nossa boca |
O que assusta são as letras miúdas: eles estão recomendando que todos os usuários façam Backup dos seus quadrinhos. E mais, a informação é de que podemos continuar lendo os quadrinhos pelo aplicativo - pelo menos por enquanto.
Temos aí bons indícios de que quem comprou os quadrinhos pelo aplicativo está prestes a levar chumbo. Quem confiava na política da Comixology dançou quando ela foi comprada pela Amazon. Sensação de segurança e confiança no serviço evaporando. Pepino pra todo lado.
Lendo alguns comentários sobre essa notícia, gostei desse aqui que diz o seguinte:
(Risos) Imagina se uma empresa entrasse na sua casa e dissesse 'pode empilhar todos os quadrinhos que você comprou da gente... vamos deixá-lo ler dessa pilha por enquanto'.
Você provavelmente chamaria a polícia, não?
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