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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Seus bens digitais não são seus

Se você ler com atenção os termos de uso de grande parte dos comércios eletrônicos de bens digitais, vai perceber que você não é dono do que compra dessa forma.

O que compramos é uma licença  para usar aquilo. Isso já foi bastante discutido entre usuários da plataforma Steam, que vende jogos de PC online.

Comecei a ficar mais atento ao fato de não ser dono dos meus jogos conforme minha coleção no Steam crescia (tenho mais de 400 jogos). Lembro de refletir bastante quando li sobre um cara que teve toda a sua coleção removida por descumprir as regras do Steam. Tudo bem que, ao que tudo indica, esse cara estava vendendo cópias pirata dos jogos que comprou no Steam, mas fato é que eles tinham poder para remover toda a biblioteca digital desse fulano.

Minha coleção de jogos é assustadoramente alta. Me sentiria um idiota perdendo acesso a eles

Depois de pesar tudo, cheguei à seguinte conclusão: confio no serviço e confio em Gabe Newell (CEO e dono do Steam). A praticidade e os ótimos preços/ promoções justificam os perigos. Como não pretendo piratear nada, meu medo seria se eles quebrassem e o serviço deixasse de existir - levando pelo ralo todos os meus jogos).

Fato rápido: Steam é especialmente interessante no Brasil. Aqui, jogos de PC pagam impostos de Software. Jogos de vídeo-game pagam impostos de jogos de azar - por isso o mesmo jogo custa R$ 200 no vídeo-game e R$100 no PC.

Agora, um exemplo prático de como o tiro pode sair pela culatra.

O aplicativo Comixology é considerado o Steam dos quadrinhos: acesso fácil e rápido à uma imensa biblioteca digital de quadrinhos. Constantes promoções. Facilidade para comprar e ler o que quiser com um clique, possibilidade de levar a biblioteca toda no meu pequeno e leve tablet.

Gosto tanto do conceito que estava doando toda minha biblioteca de livros e quadrinhos para abrir espaço aqui em casa. Quadrinhos e livros, só no formato digital (Amazon e Comixology).

Pois bem: a Amazon comprou a Comixology. Antes de ontem recebi um e-mail de que o aplicativo deveria ser trocado por um novo - que não permite mais comprar quadrinhos pelo App, só pelo site deles. É um incômodo forçado sobre os usuários para fugir da taxa de 30% que os aplicativos pagam sobre transações feitas pela AppStore.

Tem uma cenourinha: $5 de brinde para calar a nossa boca


O que assusta são as letras miúdas: eles estão recomendando que todos os usuários façam Backup dos seus quadrinhos. E mais, a informação é de que podemos continuar lendo os quadrinhos pelo aplicativo - pelo menos por enquanto.

Temos aí bons indícios de que quem comprou os quadrinhos pelo aplicativo está prestes a levar chumbo. Quem confiava na política da Comixology dançou quando ela foi comprada pela Amazon. Sensação de segurança e confiança no serviço evaporando. Pepino pra todo lado.

Lendo alguns comentários sobre essa notícia, gostei desse aqui que diz o seguinte:

(Risos) Imagina se uma empresa entrasse na sua casa e dissesse 'pode empilhar todos os quadrinhos que você comprou da gente... vamos deixá-lo ler dessa pilha por enquanto'.

Você provavelmente chamaria a polícia, não?


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Primeiras análises da Fire TV

Estão saindo as primeiras análises da Fire TV que a Amazon lançou recentemente.

Pra encurtar, parece fazer a mesma coisa que todas as outras com pequenas diferenças:

:-)
- Busca por voz no controle remoto funciona direitinho
- Performance razoável para jogos (roda Minecraft)


:-(
- Não tem HBO Go
- Não tem wi-fi (essa doeu)


A maioria dos reviews são positivos, mas não achei grande coisa

Meu veredicto: passada a curiosidade inicial, não vi nada que despertasse meu interesse. Algum jogo matador poderia mudar isso, mas não acho provável que algum chegue logo.

Será que algum dia o Vita TV vem pro Ocidente? Eu compraria um desses ao invés do Fire TV num piscar de olhos.


Um desse pra levar em viagens mais longas seria sensacional. Hoje tenho que levar uma mochila só pro PS3 se quiser jogar com meus sobrinhos do interior

O Vita TV também custa 99 dólares, tem os aplicativos de mídia (Netflix, YouTube)... mas só tem no Japão e só roda jogo Japonês. É travado por região, então não dá nem pra importar um. Quem sabe isso não muda mais pra frente?

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Amazon lança Fire TV

Amazon mostrou essa semana a Fire TV, mais uma caixa para fazer streaming de conteúdo na TV.

Peter Larsen, VP da Amazon, mostra a Fire TV


O que chamou minha atenção foi o controle para games (vendido separadamente). A primeira função da Fire TV é como caixa de mídia (parecido com Apple TV e Google TV), mas o desenvolvimento do controle mostra que ela tem um pouco mais de foco em games (sendo então comparável ao OUYA, também baseado em Android).

É botão que não acaba mais


Já havia muita especulação sobre algum hardware da Amazon focado em games: a imagem do controle já tinha vazado através do site da ANATEL (Brasil sempre estragando a surpresa). Além disso, a Amazon comprou em Fevereiro o estúdio de games Double Helix, que fez o Killer Instinct para Xbox One.

Ela já está a venda nos EUA por 99 dólares - se vier ao Brasil, suponho que deva chegar por 400 reais (mesmo preço da Apple TV, que também custa 99 dólares lá fora).

Como qualquer gamer, já tenho um milhão de aparelhos que associam mídia como Netflix e games: Xbox One, PS4, PS3, Apple TV - fora Tablets e Portáteis. Vale esperar pra ver se sai coisa boa o bastante para justificar a compra de mais um desses. Será que a Double Helix tem pedigree para cumprir essa missão?

Fazer um jogo tão bom que torne a Fire TV 'obrigatória' pra games não é fácil - especialmente considerando que os jogos devem custar na faixa de 2 dólares (preço de jogos casuais de celular).

Se reduzirmos a concorrência apenas às caixas de mídia (Apple TV e Google TV), o controle me deixaria tentado a escolher a Fire TV. Fora isso, por ser uma caixa mais recente, a Fire TV tem mais potência gráfica do que os demais - inclusive Ouya.

Vita TV e agora Fire TV são duas caixas conceitualmente muito parecidas com o Ouya, que chamou a atenção pela fortuna que levantou no Kickstarter. Será que eles vão ter bala pra brigar com tanta gente forte?


A presidente do Ouya, preocupada, já saiu em defesa do seu brinquedo - alegando que o Ouya é pensado para jogos primeiro, e para Amazon os jogos são secundários, um bônus, algo a mais.

Antes de mais nada, o negócio é esperar pra ver se a Fire TV vai ser lançada na terra verdejante onde canta o Sabiá.

- Bom divertimento