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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Amazon lança Fire TV

Amazon mostrou essa semana a Fire TV, mais uma caixa para fazer streaming de conteúdo na TV.

Peter Larsen, VP da Amazon, mostra a Fire TV


O que chamou minha atenção foi o controle para games (vendido separadamente). A primeira função da Fire TV é como caixa de mídia (parecido com Apple TV e Google TV), mas o desenvolvimento do controle mostra que ela tem um pouco mais de foco em games (sendo então comparável ao OUYA, também baseado em Android).

É botão que não acaba mais


Já havia muita especulação sobre algum hardware da Amazon focado em games: a imagem do controle já tinha vazado através do site da ANATEL (Brasil sempre estragando a surpresa). Além disso, a Amazon comprou em Fevereiro o estúdio de games Double Helix, que fez o Killer Instinct para Xbox One.

Ela já está a venda nos EUA por 99 dólares - se vier ao Brasil, suponho que deva chegar por 400 reais (mesmo preço da Apple TV, que também custa 99 dólares lá fora).

Como qualquer gamer, já tenho um milhão de aparelhos que associam mídia como Netflix e games: Xbox One, PS4, PS3, Apple TV - fora Tablets e Portáteis. Vale esperar pra ver se sai coisa boa o bastante para justificar a compra de mais um desses. Será que a Double Helix tem pedigree para cumprir essa missão?

Fazer um jogo tão bom que torne a Fire TV 'obrigatória' pra games não é fácil - especialmente considerando que os jogos devem custar na faixa de 2 dólares (preço de jogos casuais de celular).

Se reduzirmos a concorrência apenas às caixas de mídia (Apple TV e Google TV), o controle me deixaria tentado a escolher a Fire TV. Fora isso, por ser uma caixa mais recente, a Fire TV tem mais potência gráfica do que os demais - inclusive Ouya.

Vita TV e agora Fire TV são duas caixas conceitualmente muito parecidas com o Ouya, que chamou a atenção pela fortuna que levantou no Kickstarter. Será que eles vão ter bala pra brigar com tanta gente forte?


A presidente do Ouya, preocupada, já saiu em defesa do seu brinquedo - alegando que o Ouya é pensado para jogos primeiro, e para Amazon os jogos são secundários, um bônus, algo a mais.

Antes de mais nada, o negócio é esperar pra ver se a Fire TV vai ser lançada na terra verdejante onde canta o Sabiá.

- Bom divertimento

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Jogos que não entendo

Já se deparou com um jogo consagrado pela crítica, mas que você não consegue entender qual a graça?

O pior é que não me dou bem com essa situação. Fico extremamente frustrado quando isso acontece. É como se eu estivesse numa festa, mas fosse tímido demais (ou idiota demais) pra conseguir me divertir. E ver toda a diversão alheia dói.

Aqui vão os jogos que não entendo - ouço falar que são obras primas, mas não consigo compartilhar daquela diversão.

Deus ex human revolution
- Tinha tudo para ser um jogo do meu jeito: RPG ocidental que mistura tiro e universo ciberpunk. Mas a verdade e que não suporto aquele visual laranja, achei a história esquisita e os mapas péssimos de serem navegados. Fora isso, nunca consegui realmente usar a mecânica de stealth - uma modalidade de jogo que geralmente gosto.


Estética amarela


Persona
- Já joguei 20 horas de Persona 4 no PSVita, e ele é considerado o melhor jogo de Vita até hoje. A verdade é que ainda não sei o que estou fazendo no jogo... fico esperando o momento em que o jogo vai começar a fazer sentido, mas ainda não aconteceu. Como sou fã de jRPG, fico ainda mais perplexo.


Depois de mais de 20 horas ainda não sei onde vamos chegar com tudo isso. Só consigo entender as dungeons, todo o resto é mistério


Pokemon
- Quando joguei a primeira vez no Game Boy, lembro de ficar viciado por alguns dias. Como o Game Boy não era meu, acabou logo e fiquei desesperado para uma chance de jogar de novo. Muitos anos depois disso tive vários dos novos Pokemons, que aparentemente são o mesmo jogo. Não consigo mais achar graça nos Pokemons, no universo em que eles estão, na história, nas mecânicas de jogo... nada. 

Dont Starve, Minecraft e Terraria
- Três caso que não entendi a graça do jogo. Fazer fogueiras, afastar monstros e combinar coisas e ingredientes sempre pareceram trabalho - um trabalho chato. Sei que vídeo game significa resolver problemas desnecessários, mas além de desnecessários eu não consegui ver graça em habitar nenhum desses mundos. Coloquei boas horas em cada um desses jogos (pelo menos 15 horas em cada) e sempre ficava me perguntando: quando alguma coisa vai acontecer?


Uaaawn, que tédio


Cave Story
- Esse não chega a ser chato, mas nunca entendi porque é tão consagrado. Parece uma cópia triste e mais fácil de Mega Man. Vou comprar uma cópia no 3DS para tentar engrenar o jogo mais uma vez.

Fez
- Sempre que inicio mais uma sessão de Fez, tentando entender qual a graça do jogo, lembro do criador Phil Fish fazendo uma auto crítica em um momento do documentário Indie Game: "Não acontece nada no Fez". 

Uma pena não conseguir me interessar por Fez - a estética do jogo é fenomenal


Titanfall
- Esse foi estranho porque gostava de Call of Duty, mas achei o mundo sem graça. Achei os titãs fracos. Achei mais do mesmo. Adoro jogos de tiro e esse jogo é adorado por quem gosta do gênero, mas não funcionou pra mim.


O meu maior drama com esses jogos é que muitos outros, depois de um tempo, clicaram comigo e me fizeram ver como são jogos geniais (e eu me sinto um idiota por não ter visto antes). São jogos que geralmente escondem o melhor debaixo de uma camada que não está evidente à primeira vista.


Aqui estão os jogos que me fazem voltar de tempos em tempos para a lista acima, para ver se finalmente consigo ver a graça nas 'obras primas' que não consigo entender.

Castlevania e Borderlands
- Mecânicas muito simples de ação, levou um tempo até eu desvendar a profundidade dos elementos de RPG que estão nesses jogos - que é o que dá personalidade a eles

Dungeons of Dredmor, Binding of Isaac e FTL (Faster than Light)
- Tenho mais de 200 horas no primeiro e muitas, muitas horas no segundo e terceiro. Os 3 são roguelikes - estilo de jogo difícil. 
Demorou pra eu entender que as mortes não eram fonte de frustração ou design de jogo defeituoso - e sim parte da graça do jogo, que te faz refinar sua estratégia. É nesse momento que você entende a profundidade e as variações desses jogos que a princípio parecem muito simples.

Cada morte é uma pequena lição, e antes que você perceba lá se foram 200 horas e você tem um nível de domínio absurdo das  mecânicas de jogo

Jamestown e A Space Shooter for 2 bucks
- Dois jogos de tiro bonitos, também parecem simples (e ridiculamente difíceis) a princípio. A diversão está em desbloquear melhorias que alteram o estilo do jogo. 

Talvez o multiplayer de Call of Duty pudesse estar nessa categoria


Threes
 - Esse jogo é relaxante e simples, mas também leva um tempo para você ver todas as implicações de cada movimento - e o quanto você pode interferir nos resultados de cada partida.

- Bom divertimento