segunda-feira, 12 de maio de 2014

Injustice: gods among us, Mortal Kombat e jogos que para quem não gosta do gênero

Vivo reclamando de jogos que são simplificados, e da ausência de alternativas mais hardcore dos meus gêneros favoritos - principalmente RPG e jogos de estratégia. Gosto de jogos de tiro e ação, mas esses estão bem representados.

Muito bem, a muito tempo eu não ligava para jogos de luta. Joguei muito Street Fighter 2 no Super Nintendo e fliperamas, e um pouco de Tekken no PS2.

SF2 no Super Nintendo: haduken!

No lançamento do Vita, tentando achar um jogo 3A que se encaixasse comigo, a grande surpresa foi Mortal Kombat. Acabei me engajando com a história e, querendo ver o final, fui aprendendo a jogar até me tornar um lutador razoável. Essa semana viciei no Injustice: Gods among us.

Eles conseguiram me ensinar a brincar com jogos de luta mais hardcore, o que acho um grande feito.

E, uma vez que você domina a base do jogo, percebe o quanto é divertido. Aprendendo apenas alguns comandos você passa a observar o equilíbrio e nível de precisão que está por trás desses jogos. Ataques à distância que forçam o oponente a se movimentar, ataques especiais que causam bastante dano e ataques rápidos que 'quebram' a defesa ou um golpe mais elaborado que o adversário esteja preparando.

Gráficos decentes, jogo rápido e fluido: bom port para o Vita


Não sei se, no processo, eles tiveram que simplificar o jogo de alguma forma. Fico curioso pra saber se isso incomoda os jogadores tradicionais de jogos de luta, da mesma forma que me incomodo quando vejo os RPGs virando jogos de ação para atingir um público maior.

De qualquer forma, acho que o trunfo para me engajar nesses dois jogos foi a história (mesmo a história do Mortal Kombat sendo mais simples, ainda foi o bastante para me segurar durante toda a campanha). A história do Injustice, com os heróis da DC, é bem mais interessante.

Gostaria de ver o mesmo processo sendo aplicado a outras franquias que já estiveram nos ringues de jogos de luta. Que tal um jogo de luta com uma trama estrelando os heróis da Marvel, os personagens de Star Wars ou mesmo os personagens da Sony no Sony All-Stars: Battle Royale. Já pensou?

O Super Homem do universo alternativo está à solta e mal intencionado. E agora?

Não tenho idéia do quão caro ou complexo é trazer esse contexto de cutscenes para os jogos de luta, mas sendo uma convenção tão antiga em outros jogos imagino que seja possível de acontecer.

Conclusão
Injustice: Gods among us pode ser achado por um preço razoavelmente barato no PSVita, e oferece várias horas de boa diversão. Mesmo que você não seja um grande fã de jogos de luta, pode ser que se surpreenda.

- Bom divertimento

sábado, 10 de maio de 2014

Google + e o caso da hemorróida

Existem boatos circulando de que o Google + estaria em apuros e sendo abandonado pelo Google: grande parte dos engenheiros da plataforma social estão sendo realocados para o time de Android, e o Google + está virando um produto zumbi, vagando sem direção. Está morto, mas ainda existe e anda.

Particularmente, gosto bastante do Google +. Acho o design bonito, as animações fluidas, e as ferramentas de foto são incríveis. É menos povoado, mas o pessoal de lá é mais engajado com temas interessantes (tem menos foto de prato de comida).

Difícil competir com o ambiente vibrante, ainda que mais banal, do Facebook


Além disso, se seu telefone for um Android, é um Backup automático de tudo. É nesse contexto que vai um causo interessante para refletirmos sobre a tecnologia no nosso dia a dia.

Um amigo, acometido por terríveis hemorróidas, queria ver como a situação andava lá embaixo. A forma mais funcional de ver e analisar a própria bunda, segundo esse amigo, foi tirar umas fotos. E assim ele fez.

Para seu desespero, depois de algumas semanas, foi perceber que as fotos estavam no Google +. Segundo os relatos, era algo parecido com um dedo mindinho saindo de um emaranhado pele e pelos. Uma feia fatia de intimidade exposta na rede.

E tem gente achando que a tecnologia só vai ser realmente perigosa quando os robôs se revoltarem. Cuidado!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Documentário We Are Legion: The Story of the Hacktivists!

Assisti essa semana um ótimo documentário sobre o grupo Anonymous, aquele grupo notório de Hackers que, entre outras coisas, derrubou a PSN.

O filme é ótimo e o tema é super interessante. Os produtores fazem um belo trabalho de reportagem, e conseguem acesso a vários membros do grupo para entender como eles funcionam e quais são as suas motivações.

Sei que essa turma foi ovacionada aqui no Brasil, especialmente quando se colocaram contra o SOPA dos EUA. Lembro de receber tudo com desconfiança, mas de ficar bastante curioso sobre as reais intenções dos caras.

Sempre há espaço para uma boa referência ao V de Vingança

O filme desmistifica o grupo - se é que pode ser considerado um grupo. É um fenômeno no mínimo curioso da internet e dos tempos modernos.

Pode parecer um tema muito denso, mas não é tanto assim. Envolve bastante coisa de cultura nerd - mostra o lado mais besta e descontraído da internet. Uma parte interessante e bem presente no documentário, por exemplo, é a pegada Troll do grupo, e como ela evolui conforme eles se envolvem em alguns eventos mais importantes.

Pra quem tiver Netflix, o documentário está disponível lá. Se você também tiver curiosidade sobre esse tema, vale a pena.

- Bom divertimento

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Retrospectivas Game Trailers - Diablo, Star Wars, Zelda, Final Fantasy e outros ícones dos games

GT foi o primeiro site de games que descobri quando comecei a ficar mais engajado nesse universo. Ainda hoje é um site que visito de tempos em tempos para checar o Patch Attack e Final Bosman, bons shows do canal.

Mas o que me levou pra lá pela primeira vez foram as retrospectivas. Profundas, detalhadas e cheias de informações interessantes, elas dissecam o surgimento e evolução das séries mais legais dos vídeo-games.


http://www.gametrailers.com/shows/gt-retrospectives

As mais legais são as de Star Wars e Final Fantasy: são revisões monstro com vários episódios e vários detalhes da época em que os jogos eram feitos. Além de todas as curiosidades, efeito nostalgia é forte aqui.

Zelda é outro bem legal. No último episódio, eles tentam organizar a polêmica linha do tempo do jogo (existe uma teoria de que existem realidades paralelas no universo de Zelda em alguns pontos chave). É um tema bem nerd - lança mão de alta complexidade cerebral para entender o joguinho.

Apesar de algumas dessas retrospectivas serem longas, são divididas em episódios curtos - fáceis de consumir e digerir.

Essa semana eles lançaram o primeiro episódio da retrospectiva de Diablo. Assisti ontem e também é bem legal - os caras fazem um trabalho de pesquisa primoroso, como sempre.

http://www.gametrailers.com/full-episodes/lytly0/gt-retrospectives-diablo-retrospective--part-one

Se tiver curiosidade nesses temas, aproveite. É um banquete.

- Bom divertimento

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Álbum de figurinhas da Copa do Mundo

Mais uma Copa do Mundo se aproxima, e essa vai ser no Brasil.

As discussões sobre escalação, quais os favoritos e como será o desempenho dos maiores astros do futebol já estão pegando fogo.

Sujeitos de alta periculosidade
Para engrossar o caldo desse caldeirão temos as discussões políticas: quanto os estádios custaram, pra onde foi a grana que sumiu e o que poderíamos fazer com esse dinheiro. Passeatas e protestos, balas de borracha e prisões.

Apesar de adorar futebol, já decidi que estou pouco interessado nessa Copa do Mundo. Além da roubalheira, os ingressos estão caros demais. Alguns jogos prometem ser piada de mau gosto (como a Inglaterra jogando debaixo do sol de Manaus) e a seleção canarinho surge como uma das favoritas. O Brasil nunca ganha quando é favorito.

Em meio a tudo isso surge o Álbum de Figurinhas da Copa do Mundo, da Panini. Esse álbum é a redenção da Copa do Mundo. Esse me interessa, e tenho colecionado em todas as Copas - mesmo não conseguindo completar nenhum até hoje.

Abrir pacotinhos na expectativa de vir um craque (ou perna de pau) que ainda não figura no seu panteão de atletas é uma emoção banal das mais refinadas.

Pacote novinho de figurinhas: nham!

O cheirinho de figurinhas novas e o próprio álbum, que vai engordando e ficando surrado conforme a coleção ganha corpo. Achar outros colecionadores e barganhar as trocas. Tudo isso faz parte do bonito ritual do álbum da Copa.

O mais incrível é o alcance que esse álbum parece ter. Confesso que já fiquei meio envergonhado de aparecer na banca, no auge dos meus trinta e poucos anos, pra comprar figurinha. Mas da última vez, cruzei com um cara de cabelos brancos na banca, pescando por colecionadores. Quando me viu comprando as figurinhas sacou seu bolo de repetidas e ficamos entretidos no cuidadoso câmbio de atletas, brasões e estádios.

Hoje acho que o álbum da Copa já é uma tradição quase tão forte quanto o próprio futebol. Da minha parte, não vejo nenhum sinal de que vou enjoar da brincadeira. Vai Brasil!

domingo, 4 de maio de 2014

O Espetacular Homem Aranha: altos e baixos dos super heróis em diferentes plataformas de mídia

A vida de uma criança nerd é mais mole hoje em dia. Parece que os estúdios e produtores perceberam que as franquias que eles têm na mão valem ouro.

Tenho notado a quantidade de opções que temos para aproveitar personagens e universos favoritos. Ouvia falar muito em sinergia entre diferentes mídias desde o tempo da faculdade (a uns 10 anos). Na época, depois do filme Matrix saiu um jogo para PS2 e a animação Animatrix contando histórias paralelas. Tudo coisa que ia de bom a ótimo.

Aquilo era considerado revolucionário na época pois, ao invés de recontar a história do filme nos jogos e desenhos, as diferentes formas de mídia expandiam aquele universo com competência.



Hoje, isso é cada vez mais comum.

Antes de jogar Batman: Arkham City, li um bom quadrinho que dava o pano de fundo do jogo.

A um tempo atrás li o quadrinho do jogo Last of Us depois de terminar o jogo. Achei uma ótima forma de passar mais tempo e entender mais sobre os personagens daquele mundo pós apocalíptico.

Outro bom exemplo é o Walking Dead. Meu primeiro contato foi através do jogo, que achei primoroso. Depois disso vi umas duas temporadas do seriado (achei que começa muito bem e depois dá uma degringolada). Essa semana li 2 volumes que colecionam os primeiros quadrinhos, e já estou engajado.

Nesse caso, a ordem é assim: o melhor é o quadrinho, depois o jogo (Wolf Among Us). Ainda não consegui engrenar no seriado Once upon a time, que está na Netflix: achei fraco até agora


Star Wars é outro ótimo exemplo. Livros, filmes, série animada e quadrinhos - você acha alguma coisa boa em todas as opções de mídia (apesar de também ter coisa ruim em todas elas).

Nem sempre foi assim. Por muito tempo, parecia existir grande dificuldade em expandir universos para outras mídias. Os exemplos mais evidentes sempre foram os filmes baseados em vídeo-game: Super Mario, Street Fighter e Tomb Raider são, na melhor das hipóteses, medíocres.

Tivemos ainda o filme do Spawn (chato e sem pé nem cabeça), do Justiceiro e do Fantasma. Tudo material da pior qualidade.

Acho que a virada começou nos anos 90, quando surgiu o desenho animado dos X-Men. O desenho capturava bem o espírito dos quadrinhos e fez bastante sucesso. Depois disso vieram os desenhos animados do Homem-Aranha, que também foram bem sucedidos.

Quando esse desenho estreou na Globo, as férias estavam começando e fui passar o mês na fazenda, com pouquíssimo acesso à TV. De vez em quando eu conseguia escapar para assistir um pouco, para desgosto dos meus irmãos e primos

Os primeiros filmes de Super-Herói que realmente me impressionaram foram o X-Men e o Homem Aranha, no final dos anos 90/ começo de 2000. Lembro de ver os dois em êxtase, já que tinha ido assistir sem nenhuma expectativa. Nessa época ainda veio o primeiro filme do Senhor dos Anéis - um espetáculo!

Os filmes do Wolverine já têm uma pegada mais mercenária, mas na minha opinião ainda estão na esfera do aceitável. Assisti recentemente o primeiro Thor e o Capitão América, além do Homem de Ferro 3. Considerei todas boas adaptações.

Diante de tudo isso, recebemos os novos filmes do Homem-Aranha. Não gostei de muita coisa nessa nova versão dos filmes, mas o que me chama a atenção é que ainda são produções bem aceitáveis de filme. Se por um lado o homem-aranha de agora tem menos carisma (e é muito descolado para um nerd perdedor), ainda são filmes interessantes: por mais careta que eu faça durante o setup do filme, a hora que o homem-aranha sai atirando teias pra combater o crime eu volto a ser um menino de 10 anos.



Bons tempos.

Pra finalizar, uma dica: tem uma promoção nesse momento no Comixology de quadrinhos do Homem-Aranha. Minha recomendação é pegar a coleção Amazing Spider Man - BIG TIME. É uma coleção de quadrinhos que segue a história do Aranha com os Vingadores. Achei bem legal, tem aquele espírito brincalhão e piadista do Homem-Aranha.

O preço original era de uns 7 dólares, está por menos de 2 dólares nessa promoção. Bons desenhos, bom texto e um excelente personagem (sou fã do homem-aranha).

- Bom divertimento


Novo trailer de Call of Duty

Hoje em dia, a moda é detonar Call of Duty. É um jogo muito poupar, virou para vídeo games o que as novelas são para a TV aqui no Brasil - sinônimo de jogo para quem não entende de jogo.

Acho um belíssimo jogo de tiro. Rápido, técnico, divertido. Sempre que pulo numa partida me impressiono em como é um jogo divertido e profundo - principalmente uma vez que você domina os mapas. Antes disso, é só aparecer e levar tiro.



É um jogo que sempre trouxe alguma coisa chocante para se destacar. Quem já jogou o Modern Warfare provavelmente ficou tão chocado quanto eu na fase 'No Russian', em que você está infiltrado numa célula terrorista e é obrigado a abrir fogo contra civis em um Aeroporto.

Depois vieram os modos multiplayer com Nazistas Zumbis. No último Black Ops (do ano passado), a história se divide em um momento com dois finais bem distintos. Esse ano, lançaram um modo multiplayer com alienígenas. Eles se esforçam para justificar a sua compra.

Essa expansão colocava o George Romero, mestre dos filmes de Zumbis, como o rei dos Zumbis num modo Multiplayer. Esquisito e criativo na medida certa

A verdade é que, naturalmentete,  essa capacidade de surpreender vai perdendo a força com o tempo. Não vou culpar a Activision por tentar e não conseguir - é uma missão difícil.

Mesmo já tendo jogado muito Call of Duty (prestígio no Moder Warfare 2), o último que comprei foi o Black Ops 2. Confesso que não consegui chegar ao final da campanha. Parecia muito, muito genérico. Pulei esse último, com os cachorros.

Para o próximo jogo, eles continuam se esforçando. A última cartada foi colocar o astro (em alta) de House of Cards, Kevin Spacey, como vilão do jogo.

Achei bem esquisito. O texto soa meio genérico, e a entrega do texto é monótona. Estou com a sensação de que, ao invés de Kevin Spacey trazer credibilidade pro jogo, Call of Duty vai virar uma mancha na carreira dele. A conferir.

Veja o Trailer e tire suas próprias conclusões.




- Bom divertimento