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quinta-feira, 19 de junho de 2014

SteamBoy

Notícia de última hora!

Detalhes ainda são escassos, mas foi anunciado no final do E3 2014 um portátil que rodaria jogos de PC - o SteamBoy. Na verdade a notícia já tem 4 dias, mas descobri agora.

http://www.tecmundo.com.br/video-game/57923-steamboy-steam-machine-bolso.htm

O projeto parece ser bem embrionário (os caras sequer têm afiliação com a Valve), mas pode ser a tão sonhada realização de um portátil que rode a infinidade de jogos de PC oferecidos pela Valve.



Essa ambição não é nova - ano passado a Razer lançou o Projeto Fiona (hoje conhecido como Razer Edge Pro), um Tablet rodando Windows 8 com uns controles encaixados na lateral.



O brinquedo é meio esquisito, mas o conceito interessante.

http://www.razerzone.com/gaming-systems/razer-edge-pro

Por módicos US$ 1,200, e até onde sei, a coisa não pegou. Aplicando a lógica de impostos e importação, esse brinquedo custaria cerca de 5 mil reais aqui.

De qualquer forma, o objetivo principal dessa notícia é: esqueça o conselho da matéria anterior (sentar e chorar diante do que está acontecendo com o Vita). Se o SteamBoy não custar 5 mil reais, pode ser uma alternativa viável. Vamos esperar pra ver o que acontece.

sábado, 14 de junho de 2014

Análise Borderlands 2 - PSVita

Já estou a duas semanas jogando Borderlands 2 no PSVita. Decidi comprar o jogo, apesar de as primeiras análises terem sido bem negativas, porque sou um grande fã de Borderlands.

Já tinha jogado Borderlands 2, e o jogo continua fantástico. O ambiente, os personagens, a jogabilidade profunda que as nuances de cada classe oferecem... tudo constrói um belíssimo jogo de tiro com RPG, meus dois tipos de jogos favoritos.

Bom jogo, boa história, bons gráficos: 3A em todos os aspectos

Ter tudo isso num portátil é incrível. Sei que portar jogos do console nem sempre funciona, mas confesso que esses jogos 3A acabam tendo um nível de atenção aos detalhes que são bem-vindos numa plataforma carente como o Vita.

Desde quests opcionais altamente divertidas até ficar escutando notícias em algum radinho espalhado pelo mundo são exemplos de cuidado que você dificilmente vai encontrar em jogos portáteis.

A transição para o Vita acontece de forma satisfatória, mas não perfeita.

Os gráficos continuam bonitos e atraentes no Vita, ainda que algumas vezes o texto, que não foi escalonado para a telinta, seja difícil de ler. Alguns detalhes foram deixados de fora, mas nada que altere o impacto visual do jogo na telinha do Vita.

Os controles também funcionam, com alguns comandos na traseira do Vita que funcionam, para minha surpresa, muito bem. Um toque do lado esquerdo faz seu personagem correr, e do lado direito aplica o golpe corpo a corpo. Muita gere reclamou desses comandos, não tive problemas com eles.



Mirar e atirar com dois analógicos funciona direitinho, só precisei ajustar um pouco a sensibilidade dos controles (aumentei uns 3 pontinhos para virar mais rápido).

A parte mais delicada, realmente, é a performance. O jogo sofre com framerate durante algumas batalhas, e os tempos para carregar os mapas é razoável (mas não horrível - ainda é melhor do que Fallout no PS3, por exemplo).

O framerate não chega a atrapalhar, mas é algo que te lembra que você não está tendo a experiência ideal com o game. Em raras ocasiões (em 30 horas de jogo no Vita, aconteceu 3 vezes) cheguei a ficar desorientado por culpa disso. Incômodo, mas não chega incomodar por ser muito eventual.

Sendo um jogador no PC, sempre soube que algumas vezes a comodidade fala mais alto do que a qualidade/ performance. Digo isso tranquilamente porque tenho um baita PC de jogos em casa, mas já joguei muito Half Life 2, Civilization V e Borderlands 2 num Macbook Air durante viagens.

Não eram performances perfeitas, longe disso, mas eram formas totalmente legítimas de diversão dentro do contexto de comodidade.

Já joguei Borderlands 2 com baixo FPS: ainda vale a pena

Por isso, quando comparo Borderlands 2 com a experiência que tive pela primeira vez (jogando num bom PC com todos os settings no máximo), sei que é uma experiência inferior. Mas acho essa uma comparação injusta.

Acho que a comparação justa é com minha experiência num Macbook Air. Nesse ponto, os jogos têm performances muito parecidas - sendo que o Vita é superior por ser menor, mais leve, e com controles melhor resolvidos (dá pra jogar na cama, o que não consigo com o notebook).

Minha conclusão é que, como qualquer situação como essa, a troca de performance por qualidade só se justifica se você tem em seu dia a dia momentos que pedem maior comodidade.

Você está fazendo errado

Não faz sentido jogar Borderlands 2 no Vita ao lado do seu PC ou PS3, mas é uma ótima pedida para quem tem uma rotina mais imprevisível como eu (viagens que me tiram do conforto de casa são legais no começo da carreira, hoje o que me mantém são tanto tempo longe de casa são os portáteis).

Resumindo, o que eles estão nos oferecendo é:
Prós:
- Um jogo ambicioso, uma legítima experiência 3A, num formato portátil
- Gráficos ainda bonitos, bela história, mecânica de jogo complexa pelos elementos de RPG
- Várias horas de diversão
- Jogar onde quiser - cama, banheiro, viagens
- Esquema de controle razoavelmente bem resolvido dentro das limitações do Vita
- Bom preço pelo que vem no pacote (personagens e DLC extras estão incluídos)
- Integração com PS3 através do Cross Save (pode continuar seu jogo no PS3 e voltar pro Vita). Considerando que Borderlands 2 está de graça para assinantes de PS+, a proposta de valor é incrível

Contras:
- Contagem de quadros por segundo cai nos momentos de muita ação
- Gráficos simplificados
- Menos inimigos em ação simultaneamente

Pra mim, a experiência é totalmente compensadora. O jogo é ótimo, e essa versão merece ser jogada - desde que existam situações em sua vida que peçam a comodidade de um portátil, claro.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Steam in home streaming

Acabei de ver o anúncio de um novo serviço do Steam: In-home streaming.



Achei a proposta interessante e com grande potencial. Tenho uma pancada de jogos no Steam, e poder fazer um stream para outro computador me permitiria, por exemplo, conectar um controle e jogar tudo aquilo na TV da sala (que está ligada a um netbook simples, que usamos muito pouco - apenas para fotos).

Tenho experimentado com a função de stream do PS4 para o Vita, e é bem mais legal do que pensei a princípio. Não dá para jotas jogos competitivos porque o atraso dos comandos te deixa em desvantagem, mas jogos single player (joguei Battlefield e InFamous) funcionam bem.

Li sobre a experiência com o Nvidia Shield (um portátil baseado em Android que faz stream de PC, se o seu cartão de memória dos Nvidia), e parece que é bem legal também. Tem relatos sobre gente jogando a quilômetros de casa, conectado com o PC pela internet.

No lançamento do Borderlands 2 para Vita, muitas matérias foram feitas explorando essa comparação, e essa possibilidade chamou minha atenção.

http://www.droidgamers.com/index.php/game-news/android-game-news/7457-borderlands-2-ps-vita-vs-borderlands-2-pc-streaming-nvidia-shield

Nesse contexto, gosto que o Steam está dizendo que outros sistemas operacionais estariam a caminho.


Acho que a verdadeira revolução viria se esse sistema funcionasse com Android ou iOS. Imagina fazer stream para o iPad no Apple TV, ou a um celular ligado na TV? Imagina fazer isso de qualquer lugar com uma conexão de internet?

Estamos vivendo no futuro!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Borderlands 2 para Vita está chegando

Logo mais vai dar pra jogar Borderlands 2 para vita, com direito a cross save (compartilhar o arquivo salvo entre PS3 e Vita - começa no PS3 e continua no Vita).

Já terminei esse jogo no PC e no PS3, estou pronto para uma terceira rodada. Estava aguardando ansioso pela chegada dessa versão portátil do jogo, que mistura as minhas 3 características preferidas no mundo dos jogos  -tiro, RPG e portátil.

Os primeiros relatos eram preocupantes: quem viu a performance inicial do jogo mencionou graves problemas - jogo travando, engasgando, com framerate bem baixo quando a ação começava ficava mais intensa.

Uma versão melhorada do jogo foi mostrada novamente, e parece que há motivo para otimismo: framerate girando em torno de 30 quadros por segundo, o que é bem aceitável. O maior problema relatado é o longo tempo para carregar os cenários, o que é desagradável mas aceitável.

Segue o link para o Preview de Borderlands 2 rodando no Vita.

http://www.ign.com/videos/2014/04/08/your-first-look-at-borderlands-2-on-ps-vita

Algumas dificuldades com os controles ainda são mencionadas (uso da tela e do painel de toque traseiro para compensar o fato que o Vita tem menos botões). Esses recursos nem sempre funcionam muito bem, mas a boa notícia é que os controles podem ser personalizados de acordo com a preferência de cada jogador.

A previsão é que o jogo seja lançado no meio do mês que vem, dia 13 de maio.

domingo, 23 de março de 2014

Análise - 4 Elements

Essa semana comprei no 3DS o jogo 4 elements, que já tinha jogado bastante no PC.



É um puzzle game muito simples e altamente viciante.

Mecânica de jogo:
Sua missão é abrir um caminho do ponto A ao ponto B no mapa. Esse caminho está bloqueado pelo que parece areia ou argila, e sobre essas barreiras existem blocos coloridos amontoados.

Arrastando o mouse (ou o palitinho do 3ds) por blocos da mesma cor você elimina os blocos e abre a argila que está embaixo.

O verde mais vibrante é onde o caminho foi aberto. Essa imagem é do PC, com alta resolução

É uma premissa super simples, que fica mais interessante conforme o jogo avança e você desbloqueia power ups de acordo com a cor dos blocos que você destrava.

Clima Relaxante
Além de um puzzle game bem interessante, o clima do jogo é bem único. Destaque para o design de som, com barulhos bem orgânicos que parecem contribuir para um clima tranquilo.



Pra mim, os barulhos na hora de destravar os blocos equivalem a estourar plástico bolha - tem alguma coisa ali que me faz continuar voltando. De forma geral, é um jogo bem gostoso.


Sucesso em várias plataformas - 3DS talvez não seja a melhor
Esse jogo está disponível em vários lugares - PC, iPad, 3DS. E dá para encontrar a um preço razoável - no Steam, comprei a um preço promocional ridículo e no 3DS o preço normal é de 6 dólares.

Aliás, vale um update aqui sobre a análise do 3DS: a loja Brasileira não funciona com alguns cartões de crédito. Tinha elogiado bastante a loja, mas acabei tendo que fazer uma conta nos EUA para conseguir comprar os jogos com cartões pré pagos.

Mesmo gostando muito do jogo, é preciso admitir que a versão dele no 3DS talvez não seja a melhor delas. O palitinho permite uma grande agilidade na hora de marcar os blocos, mas o grande problema é a resolução da tela.

Resolução da tela maltrata os olhos quando se está buscando algum detalhe


Essa deficiência fica evidente nas fases que você deve achar peças escondidas em um cenário, ou achar as diferenças entre 2 imagens (não se assuste, são só uns puzzles curtos de transição para dar um pouco de variedade ao jogo).

Nesses momentos, as vezes é impossível identificar detalhes na tela do 3DS. O jogo permite dar um zoom nessas imagens apertando L ou R, e isso torna a limitação menos gritante. Mas expõe a limitação do Hardware - me peguei várias vezes clicando a tela às cegas por não conseguir ver bem os detalhes na tela.

Conclusão
Apesar da limitação de resolução do 3DS, 4 elements é um bom jogo em qualquer plataforma. Considero que a portabilidade do 3DS e a agilidade de jogar com o palitinho (stylus) acaba compensando essa fraqueza.

Fora isso é um jogo relaxante, ideal para partidas curtas antes de dormir - apesar de a dificuldade crescer bem nos níveis mais avançados.

Se você gosta de jogos mentais, vai gostar desse. Gosto de compará-lo ao ótimo Puzzle Quest (também tenho esse em PC e PSP), outra preciosidade escondida debaixo de uma camada de simplicidade.

Simples sim, casual não
Só um último comentário: não quero nem pensar em comparações desse jogo com Candy Crush Saga. Aliás, quando fui tentar entender a fixação do Candy Crush só pensava em como ele é fraco quando comparado ao Puzzle Quest e ao 4 Elements.

Enfim, coisas que não entram na minha cabeça. Obviamente estou na minoria nesse caso, Candy Crush é uma franquia milionária. Mas essa é outra discussão.

Bom divertimento.

domingo, 16 de março de 2014

Análise Nintendo 3DS

Comprei essa semana o Nintendo 3DS (modelo XL). Aqui vai a minha análise do console.

Sentia sua falta, Nintendo
É inegável que as franquias mais influentes do vídeo-game para caras da minha geração (filho dos anos 80) são da Nintendo. Todos nós crescemos com Mario, Zelda, Donkey Kong e Metroid.

Mario, Mario e mais Mario


Rever esses personagens na telinha é como rever velhos amigos.


Jogos sabor diversão
A Nintendo não tem apenas os personagens. Seus games seguem fórmulas incríveis e únicas.

Para começo de conversa, eles tiveram a brilhante idéia de  usar cores nos seus jogos – algo que, por algum motivo, parece inconcebível para os outros designers de jogo.

Estourando o orçamento de cores


Mesmo jogos mais infantis que joguei de PSVita ou PS3 recentemente (Little Big Planet e Puppeteer) usam uma paleta de cores limitada – tendendo sempre pro cinza ou marrom. Isso não entra na minha cabeça.

Aaah, o vibrante marrom


Não é um problema tão grave se o jogo for divertido, mas me pergunto qual a dificuldade de colorir um pouco o jogo.

Depois de alguns minutos jogando o último Zelda (a link between worlds), você já tem aquele porre de vida e cores com a cara da Nintendo – verde, roxo, amarelo, marrom. Pensando bem, será que a Nintendo patenteou o verde e o amarelo?

O design dos jogos também tende a ser espetacular. Incrível como eles trabalham com um hardware limitado, mas em nenhum momento você tem a sensação de estar faltando alguma função pela forma como eles desenvolvem o jogo. Claro, estou falando dos jogos feitos pela Nintendo.


Primeiras impressões: parece um brinquedo, é um brinquedo
Tudo no Nintendo 3DS tem jeito de brinquedo. Sua construção plástica, a cor  vibrante do casco externo, o estilo dos cartuchos e, sobretudo, os jogos da Nintendo – com uma pegada mais festiva, engraçada, divertida.

Jeitão de brinquedo é pouco sexy, mas também dá personalidade pro 3DS


Claro que isso também tem um preço. Ligando o 3DS, minha primeira reação foi estranhar um pouco a tela. Depois de tanto tempo no mundo dos jogos HD, precisei de algum tempo para me adaptar ao visual de baixa resolução – especialmente na tela touchscreen debaixo, onde a resolução é ainda menor.

Os comandos físicos também têm jeito de brinquedo – com alavancas e peças que dão a impressão de menos solidez. Isso pode soar meio biruta, mas também dá uma sensação de liberdade. Me peguei mais relaxado com o 3DS, sem tanto medo de jogá-lo no sofá ou na mochila perto das chaves. É um brinquedo que fala assim: pode usar sem dó.


Estou pegando o hábito de jogar o 3DS na mochila para usar o street pass


Vamos ver se vou estar com a mesma impressão em alguns meses, ou se ele vai quebrar com o abuso. Dou notícias sobre isso.

Os exemplos mais evidentes dessa construção simples são os botões de volume e para ajustar o efeito 3D. São alavanquinhas plásticas que você escorrega pra cima e pra baixo para deixar no nível que quiser.

Talvez a genialidade do 3DS seja justamente essa: simplicidade. Ele te dá o essencial para jogar, e parece tirar o máximo proveito do que o Hardware oferece. Isso faz dele um console mais barato, acessível, amigável. O 3DS é aquele tio bonachão que traz pirulito pra todo mundo.

Bagunça


Obviamente isso fez com que o 3DS se popularizasse, com bons resultados. É o portátil com mais suporte dos estúdios externos. A diversidade de jogos é ótima, e tem coisa nova saindo constantemente.

O maior destaque do 3DS é a quantidade enorme de bons jogos exclusivos


A minha justificativa para desembolsar o dinheiro da compra do 3DS foi justamente essa: o preço do console é bem razoável, e com ele levo os exclusivos da Nintendo e um monte de jogos de estratégia de estúdios externos. Assim que terminar o Zelda, quero mergulhar no Fire Emblem – jogo de estratégia aclamado por jogadores e críticos, com nota 92 no Metacritics.


Sem troféus, sem pressão
A ausência de troféus ou achievements reforçou essa sensação de um uso mais livre do 3DS. Não tem um monte de estatísticas medindo o seu jogo o tempo todo.

Um brinde à simplicidade. Nham!

Se o jogo é bom você segue com ele para continuar se divertindo. Não tem aquela barrinha de 3% de progresso te assombrando, fazendo com que você se sinta em dívida com um game comprado e deixado de lado.


Efeito 3D impressiona, mas não sustenta
Já tinha visto o efeito 3D antes e ficado impressionado. Mas também já tinha lido que a maioria das pessoas acaba desligando depois de algum tempo.

Comigo foi exatamente assim. Assim que seus olhos se ajustam, tem aquele efeito impressionante que faz seu queixo cair. Tenho TV 3D, e o efeito do 3DS é incomparável – muito mais bonito, profundo e nítido.

O problema é que o efeito cansa. Segurando o 3DS na mão, ele sempre se mexe um pouco e você perde a nitidez por um segundo. Depois de algumas horas de jogatina, o olho começa a reclamar. Desliguei o efeito do meu.

A Nintendo teve que colocar um aviso no 3DS, alertando que crianças não devem usar o efeito 3D por ser potencialmente prejudicial ao desenvolvimento dos olhos


Acho que o efeito 3D é aquela característica que te faz vir, mas não te faz ficar.

A vantagem é que, com 3D desligado, tenho conseguido desempenho de bateria impressionante, na casa das 7 horas.


Foto 3D. E só
Mesmo sendo um console conectado à internet e com algumas funções multimídia, achei interessante que o 3DS tem um posicionamento bem focado. É pra jogos, e só. Não quer ser também um Tablet, um celular, uma torradeira.

E a única coisa mais diferente que ele oferece é a foto 3D. E faz bem feito. O efeito da foto fica muito bom.


Analógico (e a ausência de um segundo analógico)
O 3DS é o primeiro portátil da Nintendo a ter um direcional analógico. Ele é grandão e tem um bom encaixe com o dedão. Achei ele OK, confortável, cumpre a função sem muita firula.

Esse segundo analógico foi lançado como um periférico, e muita gente acreditou que logo sairia um 3DS já com  o equipamento embutido. Até agora, nada.


Jogando Resident Evil, você nota que o segundo analógica faz um pouco de falta. Mas acho que é uma exceção. A maioria dos jogos que me interessam (estratégia) não vão demandar isso. Se eu começar a me deparar com esse problema em muitos jogos atualizo aqui.


Nintendo EShop – uma grata surpresa
Fiz um cadastro no EShop Brasileiro da Nintendo, e fiquei surpreso com a qualidade e quantidade de jogos.

Todos os jogos mais recentes estão lá com descrição, foto e vídeo. Achei muito melhor do que a loja do Vita. É curioso que a Nintendo é conhecida por não saber trabalhar online, mas pelo que vi na loja achei ótimo.

A loja Brasileira é ótima e tem todos os jogos, apesar de o preço tupiniquim ser sempre mais salgado


Gostei muito da quantidade de jogos independentes, como VVVV e Gunman Clive. Tem mais coisa lá que quero explorar, adoro esses jogos experimentais.

Gunman Clive: esse jogo esbanja estilo. Já terminei no Xperia Play, to pensando em jogar de novo na tela maior do 3DS


Acho que cabe falar aqui que o 3DS roda cartuchos do DS – um console com muito jogo bom. Vou tentar achar alguma coisa que ainda não tenha jogado.


Conclusão: um pouco de Nostalgia, um pouco de Estagnação
Até agora, estou feliz com a compra. O 3DS me permite matar as saudades dos games da Nintendo sem exigir muito investimento da minha parte – investimento de dinheiro e de engajamento, por ter essa pegada mais livre.

A variedade de jogos é outro destaque – tem muita coisa boa para brincar.

Só acho que ficaria incomodado se tivesse comprado no lançamento, pagando preço cheio. O posicionamento mais relaxado e simples me agrada, mas também expõe a certa estagnação da Nintendo.

O pessoal da Nintendo acredita que Mario, Donkey Kong e Zelda sempre vão trazer os compradores, mesmo que o Hardware não seja o mais avançado do mercado. Você vê essa filosofia por toda parte do 3DS.

É um portátil pouco Sexy. E fica pra atrás do Vita, ou mesmo do iPad, em termos gráficos. Claro que isso não é tudo – a Nintendo tem os jogos, que é o mais importante. Por isso acho que a compra vale a pena, ainda mais no preço atual.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Análise Assassins Creed: Bloodlines para PSP

Encontrei uma promoção na PSN semana passada para jogos da Ubisoft.

Com meu Vita conectado em minha conta americana, adquiri o Assassins Creed Bloodlines para PSP por apenas 5 dólares.  Esse preço é o que podemos chamar de barbada para um jogo como esse.

É um ótimo jogo de ação com gráficos que impressionam para o PSP. E o mais importante, a jogabilidade é excelente. Estava jogando Assassins Creed de Vita quando me deparei com essa promoção, e o jogo de PSP é mais legal (ainda que os gráficos obviamente sejam mais fracos).

Terminei Assassins Creed: Bloodlines em cerca de 5 dias de jogatina moderada (pouco menos de duas horas por dia). É um jogo curto, do jeito que gosto –fechei o jogo em cerca de 8 horas fazendo algumas missões secundárias.

A história fez pouco sentido pra mim, já que nunca terminei o Assassins Creed 1. Mas em linhas gerais, é a rotina de um Assassins Creed qualquer: espionagem, perseguição e assassinato aos Templários do mal, com pequenas reviravoltas e traições na trama.

O que mais chamou minha atenção foi a mecânica de luta e as belas animações dos golpes. Isso é importante, já que é um game com muita batalha corpo a corpo.

A mecânica de luta obedece a um sistema simples onde, a cada espadada defendida pelo inimigo, você deve aplicar o próximo golpe no tempo exato para manter o fluxo ofensivo.

Ou seja, assim que ouvir o som metálico de choque entre espadas deve apertar o quadrado de novo, e de novo - fazendo chover cacetadas sobre o inimigo. Isso vai criando uma animação de movimentos fluidos que culmina com uma finalização cinemática mais dramática. Bem legal.


Nesse tutorial dá para conferir a qualidade gráfica, das animações, e checar como funciona a luta de espadas.

O jogo teve uma recepção morna da crítica em geral, com nota 63 no Metacritic. As principais reclamações são:

- Jogo curto – para mim, é uma vantagem. Prefiro jogos mais enxutos.

- Combate repetitivo – tem bastante combate nesse jogo, mas achei que ele tem profundidade suficiente para segurar a diversão até o fim. Não cansei das lutas.

- Controle de Câmera – de fato é problemático como todos os jogos em 3D para PSP. Mas tem um mapeamento inteligente dos botões para contornar a limitação do portátil.

- Gráficos e escopo (mapa pequeno) – essa crítica me irrita. O jogo é muito bonito para o PSP, apesar de usar poucas cores (predomínio do cinza e marrom). O mapa total é grande, mesmo que esteja dividido em áreas menores ligadas por portões (atravessar portão = loading time bem curto).

A crítica ao gráfico é típica do que acontece com o PSP: ao invés de ser comparado com o AC de Nintendo DS, o jogo foi comparado com a versão de PS3 que obviamente é mais bonita. Parte da culpa é da Sony por posicionar os portáteis como experiências de console na palma da mão.

No departamento diversão, achei esse jogo melhor que o Assassins Creed 1 de PS3. Um grande feito para um jogo no pequeno PSP, que em dezembro desse ano completa 10 anos de vida.

Dou uma nota 8 para o jogo – captura o espírito de um Assassins Creed, e traz uma experiência de jogo ambiciosa na tradução para um portátil. Andar pela cidade, arrumar confusão (e resolver os problemas na espadinha) foi um barato.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Os portáteis da minha vida

Sempre fui um entusiasta dos consoles portáteis. Aqui vai um longo post sobre esse mundo.

Desde os primeiros joguinhos digitais, sempre fez sentido para mim poder sentar em qualquer canto e matar algumas horas com jogos portáteis - por mais simples que fossem.

Até hoje não sei como esses jogos foram parar em casa

UNIDOS PELAS CIRCUNSTÂNCIAS
Nessa época eu ainda morava com meus outros 5 irmãos em uma casa com 2 TVs. Tínhamos o Atari (e um Telejogo encostado), mas nem sempre podíamos jogar pela simples competição de tempo nas TVs. Pior: sendo o filho caçula, eu sempre era o último da fila para jogar. Meus irmãos acumulavam récordes em longas partidas de River Raid enquanto eu me espatifava nas primeiras curvas, para felicidade de todos.

Aqueles joguinhos digitais eram minha válvula de escape. Apesar da simplicidade, eu podia jogar sem interrupção pelo tempo que quisesse - até virar um mestre nos jogos mais bestas.


CASAMENTO FELIZ
Tive vontade de ter um portátil novamente bem mais tarde, quando comecei a viajar bastante a trabalho. Comprei um nintendo DS e fiquei impressionado com a evolução dos jogos. Castlevania, Zelda e Call of Duty (primeiro FPS que me enganchou) eram os destaques.

Quando lançaram GTA de DS, fiquei viciado. Foi quando comecei a refletir sobre o tempo que eu estava colocando no DS, mesmo quando estava em casa.

Pouco depois acabei comprando um PSP usado. Fiquei bobo de ver o que ele fazia.

Você foi feito pra mim. Levei meu PSP na minha lua de mel

Sendo fã de Star Wars, joguei muito Force Unleashed e Battlefront. Antes de Call of Duty no PS3, Star Wars Battlefront foi o primeiro jogo online que joguei à exaustão. Cheguei num nível em que era temido nos servidores online pela maestria na pilotagem de caças espaciais.


SOLUÇÃO PRA TUDO
Nessa época, achei que não precisaria nunca mais de um console. Comprei um cabo para ligar o PSP na TV e pronto. Tinha um baita brinquedo na mão, que podia levar pra todo lugar, com uma biblioteca sensacional de jogos. Vendi o DS e o PS2 e achei que tinha a solução definitiva de entretenimento nas mãos.

Com ele, nunca mais precisaria de outro eletrônico para jogos. Quantas vezes já fiz essa promessa pra mim mesmo?

Essa percepção mudou um pouco com a chegada do iPad. O iPad é uma solução mais completa (jogos, filmes, música, quadrinhos e web). Mas nunca foi a mesma coisa. Quando o assunto é game, a oferta dos tablets sempre foi inferior.

Cheguei a ligar um Motorola Xoom na TV e conectar com um controle de PS3 para jogar aqueles joguinhos mixurucas na telona. Parecia promissor, insisti bastante nessa possibilidade. Mas acabei sendo vencido pelo trabalho que dava para armar aquela aberração. Muito ônus pra pouco bônus.


INSISTINDO NO ERRO
Depois disso ainda comprei um Xperia Play (o PSPhone). Não me culpem: nessa época, os jogos de telefone ganhavam todos os holofotes. Foi quando jogos como Plants VS Zombies, Cut the Rope e World of Goo apontaram para o potencial da plataforma junto ao mercado 'hardcore'.

Apesar de ter alguns bons jogos, Xperia Play foi um fracasso de mercado


A Sony parecia estar no caminho certo, e talvez filosoficamente estivesse. Mas era um telefone caro demais. Foi um fracasso de mercado que não teve suporte de desenvolvedores. O meu serviu para uns 3 jogos, e depois virou uma máquina de emuladores de Super Nintendo e Game Boy Advance.

Não foi um desperdício total, pois ainda me serviu como telefone por um ano. Mas com certeza foi bem aquém do potencial, e sei que deu um bom prejuízo para a Sony.


FINALMENTE ACHEI O MEU PORTÁTIL
Obviamente fiquei entusiasmado quando anunciaram o PSVita e peguei assim que foi lançado no Brasil. Parecia, de novo, a solução definitiva de entretenimento - com capacidade para jogos impressionantes, e com interface que flerta com o mundo mobile (tela touch).

Teoricamente, isso permitiria ao PSVita desfrutar do mercado hardcore sem deixar de lado os games casuais que poderiam matar o mercado de portáteis.

Na prática, gostei muito do Vita. Ele é matador para jogos, com uma biblioteca incrível de jogos de PSP e de Vita. Se aproxima um pouco do mundo dos Tablets na medida que algumas funções multimídia - Netflix e YouTube são os principais.

É de longe o eletrônico que mais uso para me divertir, e a equação [dinheiro gasto / horas de diversão] deve estar nos centavos. Não passo um dia sem brincar com ele.

Mesmo assim, o PSVita está fracassando no mercado. Existem muitas discussões sobre esse tema, mas vejo dois problemas principais:


PROBLEMA 1: AINDA IMPROVISANDO
Aprendi uma coisa no mundo dos eletrônicos: não adianta querer ser tudo para todas as pessoas. Isso geralmente termina em fracasso. Vejam o que está acontecendo com o Windows 8 e a tentativa de ser Tablet e PC ao mesmo temo.

Parece uma boa idéia, mas não é


O PSVita tenta ser uma coisa parecida com Tablet, mas o seu aspecto multimídia é fraco. Os filmes da PSStore não podem ser comprados no Brasil. Até dá para converter DVDs e colocar nele. Na prática dá trabalho - acabo usando o iPad para isso.

O navegador de internet é bem ruim, e ele não tem apps para quadrinhos ou livros. Não me importo com nada disso, mas a pergunta é: para que investir energia em algo que só vai frustrar os usuários?

Se o Vita tem essas funções filmes e navegador de internet, não há desculpa para que não funcione bem nos dias de hoje.


PROBLEMA 2: MOSCA BRANCA
A quantidade de pessoas como eu, que ainda se importa com portáteis, é insignificante. Mais preocupante que isso, é um mercado insuficiente para justificar investimentos em consoles e jogos dessa natureza.

O consenso na indústria de games é que os portáteis estão morrendo, perdendo espaço para jogos de celular.

Vencedores nunca saem de moda

Com as vendas decepcionantes do Vita, hoje (dois anos depois do lançamento) existe grande dificuldade para conseguir suporte dos grandes selos como EA, Activision, Rockstar e Ubisoft.

Sendo teimoso, ainda me pergunto: como alguém pode comparar um bom jogo de iPad com um bom jogo de Vita ou 3DS? Acho que Uncharted: Golden Abiss e Mario Kart são mil vezes melhores do que qualquer jogo de plataforma mobile.


FUTURO SOMBIO? SEM CHANCE
Acho que os games portáteis estão em uma fase de transição. E mais, acho que essas dificuldades vão ser importantes para o amadurecimento das plataformas.

Acho que é uma situação parecida com a evolução do PS3 para PS4: o relativo fracasso do PS3 (principalmente nos Estados Unidos) fez com que a Sony revisse várias políticas internas e o resultado disso foi o PS4 - que está dominando o mercado, tendo anunciado 6 milhões de unidades vendidas essa semana.

Aprendendo com a surra


Acho que o mercado como um todo, e a Sony em particular, precisa dessa sacudida se quiser se posicionar no mercado de forma competitiva. Se esse mercado tem alguma chance de crescer e oferecer jogos de primeira (como é a proposta inicial do Vita), vai ter que se adaptar mais rápido.


QUAL O CAMINHO? O CHUTE É LIVRE
Mesmo sem ninguém ter perguntado, vou dar meus pitacos.

Não tenho certeza de que o futuro dos portáteis está nas mãos da Sony ou da Nintendo. Empresas japonesas são lentas para se adaptar. As novidades mais interessantes podem vir da Apple, Microsoft, ou mesmo do Google. Não importa, desde que os controles sejam físicos (não apenas touchscreen).

Como já tenho o Vita e gosto bastante dele, segue minha lista de sugestões para que ele fique mais legal:
1. Posicionamento: desde o PSP, a Sony adota um posicionamento que promete experiência de consoles na palma da mão. É um overpromise que invariavelmente frustra a base de usuários. Os reviews de jogos de PSVita tendem a compará-los com consoles, baixando a nota dos games no Metacritics. Os jogos de 3DS não vivem esse problema, mesmo sendo graficamente mais simples

2. Mais memória: se o Vita se aproxima de Tablets no quesito Multimídia - e tem jogos muito mais pesados e complexos do que os do iPad - precisa de memória de sobra. O recente lançamento do cartão de 60G é um bom passo, mas acho que começa a ficar bom com 120G. O preço abusivo do cartão obviamente precisa ser revisto

3. Mais multimídia: as ferramentas multimídia têm que funcionar. Um bom browser é tão básico quanto o segundo analógico

4. Mais shooters: a principal razão de ser do Vita é o segundo analógico para controlar câmera e a mira em jogos de tiro em primeira pessoa.

Em 2 anos, o Vita recebeu apenas 3 jogos. Um ruim (Call of Duty), um medíocre (Resistance) e um bom (Killzone). De que adianta o segundo analógico sem os jogos de tiro?

5. Preço: Acho que o PSVita pode cobrar um premmium pelo seu conteúdo. É um brinquedo incrível. Mas essa diferença precisa ser melhor medida. Cartão de memória de 30 gigas a 200 reais e Angry Birds a 30 dólares é um tiro no próprio pé

6. Facilidade de programação => mais apps: o Playstation Mobile parece ser uma iniciativa interessante, sendo fundamentalmente uma ferramenta fácil e barata para se programar. Se a Sony quer receber profusão de jogos, ela tem que saber que muitos serão 'portados' do iOS. Já que é assim, é melhor tornar esse processo mais fácil possível. Com a evolução rápida daquela plataforma, o Vita estaria muito bem servido recebendo jogos como Civilization Revolution, X-Com. Isso sem falar em alguns bons shooters como Modern Combat, que se encaixariam perfeitamente no Vita

7. Triple A minúsculo: Está claro que jogos triple A/ AAA como Killzone e Uncharted para Vita só podem ser desenvolvidos pela própria Sony, e dificilmente justificam o investimento de tempo e dinheiro. Funcionam apenas como chamariz para a plataforma. Existe um conceito novo de jogos aaa (vamos chamar de triple A minúsculo): são jogos ambiciosos, mas com orçamentos mais modestos. Já existem bons exemplos de jogos assim como Deus Ex para iOS e Android

AINDA NÃO ACABOU?
A conclusão desse post enorme é que jogos portáteis são sensacionais. Poucas coisas são mais gratificantes do que se divertir na hora do cocô.

O Vita matou a charada dos portáteis em termos de hardware: tem um ótimo mix de controles e capacidade gráfica. E hoje ainda está a um preço bem atraente. O problema do Vita está no Software.

É compreensível que a Sony não queria investir muito mais numa plataforma problemática como o Vita, ainda mais diante das dificuldades financeiras que a empresa atravessa. Mesmo assim, fico aqui torcendo para que alguém continue carregando a bandeira dos games portáteis.

CÂMBIO FINAL